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Entre Gregos e Romanos: História e Literatura no Mundo Clássico
Ana Teresa Marques Gonçalves.
XIV Jornadas Interescuelas/Departamentos de Historia. Departamento de Historia de la Facultad de Filosofía y Letras. Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, 2013.
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Resumen
No mundo antigo clássico, História e Literatura eram saberes absolutamente amalgamados. Retomando a obra de icônicos oradores gregos, como Lísias, Demóstenes e Isócrates, Dionísio de Halicarnaso defende, no tratado Sobre a Composição Estilística, dedicado ao discípulo Rufo Metilio, que tudo o que é escrito e/ou falado deve sê-lo seguindo as normas da peithós, da persuasão, do convencimento, e que para atingi-la o orador deve se preocupar principalmente com a linguagem, com a disposição das palavras, suas diversas combinações possíveis, as estruturas das orações e o ritmo, no que vai ser definido como a “música da linguagem”. Nos capítulos 21 a 24 da obra, chega a falar de uma harmonia do discurso, que ao mesmo tempo relacionava e diferenciava prosa e poesia. Citando Homero, Heródoto, Tucídides, Platão, Safo, Píndaro, Eurípides e Simônides, Dionísio congrega vários estilos para demonstrar que a produção textual é antes de tudo produto de aplicação de uma arte, em latim ars, em grego thecnè, isto é, um conjunto de habilidades que precisam ser sempre aplicadas e trabalhadas. Assim, o produtor de textos é aquele que tem por obrigação do ofício a necessidade de refazer freqüentemente a sua obra, procurando as melhores palavras, a mais adequada combinação de termos, o mais preciso encadeamento de argumentos, a busca da lógica discursiva capaz de persuadir. Cada autor deve se preocupar com o gênero escolhido para exercitar sua arte, mas a beleza da produção literária se estribava essencialmente na harmonia e na simetria da conexão das palavras. Três princípios básicos precederiam todos os gêneros: conhecer as palavras que se quer usar; saber como estas podem ser ajustadas para que destaquem a harmonia do que é dito; e julgar se é necessária alguma modificação, mediante adição, supressão e/ou variação do material empregado na composição. Deste modo, nesta comunicação, intencionamos refletir sobre a produção dos discursos no mundo clássico, analisando os principais recursos retóricos indicados em alguns manuais de estilo, como os de autoria de Dionísio de Halicarnaso, Longino e Demétrio.
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