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A Materia Médica Misionera do Ir. Pedro de Montenegro SJ. (1710) - Produção e Circulação de saberes médicos e práticas científicas na América
Deckmann Fleck y Eliane Cristina.
XIV Jornadas Interescuelas/Departamentos de Historia. Departamento de Historia de la Facultad de Filosofía y Letras. Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, 2013.
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Resumen
Nesta comunicação, apresentamos a análise de uma versão manuscrita – de 1790 – do livro escrito originalmente em 1710, pelo Irmão jesuíta Pedro Montenegro, intitulado Materia Medica Misionera. Além da persistência de saberes mágico-religiosos – que previam rezas e rituais – e dos exóticos ingredientes para as receitas, nesta obra encontramos a inconfundível presença das concepções hipocráticas e galênicas e o crescente empirismo que marca as transformações científicas próprias do século XVIII encontradas também em outros Tratados Médicos como os de Geronimo de Ayala (1705) e Ricardo Le Preux (1717). A coleta e as experiências realizadas com plantas existentes nas imediações dos colégios e das reduções da Companhia de Jesus resultaram não apenas na instalação de herbários e no melhor atendimento de doentes através das boticas, como também na elaboração de tratados de farmacopéia nativa. Montenegro aponta para o importante papel desempenhado por informantes, enfermeiros e copistas indígenas, tanto na identificação, coleta e experimentalismos com plantas nativas, quanto na difusão e circulação dos conhecimentos médicos sistematizados por missionários jesuítas. Muitos destes conhecimentos – sobre medicamentos e práticas terapêuticas – foram compartilhados através da intensa correspondência que os missionários mantiveram entre si ou das cópias dos catálogos e receituários que fizeram circular entre as reduções e os colégios das Províncias Jesuíticas da América meridional e aqueles instalados na Europa e no Oriente. A obra em questão nos revela, portanto, que os espaços jesuíticos de formação e de missão na América meridional – com destaque para os colégios e as reduções – foram palco tanto da aplicação e avaliação da eficácia dos saberes europeus, quanto de experimentalismos e trocas culturais entre saberes e práticas de cura, que podem ser constatados nos catálogos de botânica médica, tratados médico-cirúrgicos e receituários escritos por irmãos e padres da Companhia de Jesus na primeira metade do século XVIII.
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