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Às margens do Brasil: A questão indígena na obra de Cildo Meireles
Caroline Alciones de Oliveira Leite.
XXXII Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. Asociación Latinoamericana de Sociología, Lima, 2019.
Resumen
Este texto trata da pesquisa em torno da presença da questão indígena na obra do artista brasileiro Cildo Meireles. A partir do trabalho de seu pai, Cildo F. S. Meireles, indigenista do Serviço de Proteção aos Índios, o artista Cildo Meireles teve contato com a realidade dos conflitos da questão fundiária no Brasil. Um acontecimento específico marcou a percepção do artista da relação entre a cultura indígena e a branca/europeia – o massacre dos índios Krahôs na região conhecida como Bico do Papagaio, entre os estados de Goiás, Pará e Maranhão. O crime foi investigado pelo pai de Cildo Meireles, que transformou um inquérito administrativo em um inquérito policial, resultando na primeira condenação por assassinato de indígenas no Brasil, algo que afetaria o destino de sua família. Cildo Meireles é um artista com trânsito internacional, o que não implica em um distanciamento das questões especificamente brasileiras. Neste sentido, a resistência da cultura indígena tem importância preponderante para Cildo Meireles, reconhecendo o índio como aquele que, apesar de ter uma relação com o território brasileiro que antecede qualquer noção de Brasil, é sempre empurrado para as margens desse mesmo Brasil. Neste estudo, analisamos em especial a obra Sal sem Carne (1975), em diálogo com outras produções do artista, tais como Cruzeiro do Sul (1969- 1970), Eureka/Blindhotland (1970-1975), Zero Cruzeiro (1974-1978), Missão/Missões: como construir catedrais (1987), Olvido (1987-1989) e Zero Real (2013), e com as reflexões de Paulo Herkenhoff, Davi Kopenawa, Bruce Albert e Eduardo Viveiros de Castro
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