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Transfeminismo, trabalho sexual, feminismo e teoria queer
Juliana Gonzaga Jayme y Maria Fernada Mássimo.
XXXII Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. Asociación Latinoamericana de Sociología, Lima, 2019.
Resumen
Esta comunicação objetiva compreender as representações sobre o trabalho sexual — cis e transgênero — bem como sobre o feminismo, que permeiam os discursos e as práticas políticas dos chamados feminismo radical, transfeminismo e putafeminismo, atentando para as relações, em geral conflituosas, entre eles. De um lado, o feminismo que se denomina radical não reconhece as mulheres trans (transexuais, travestis, transgêneras etc.) como mulheres e, daí, como sujeitos do feminismo. Por outro lado, também não reconhece o trabalho sexual como trabalho, muitas vezes chamado por essas feministas de “estupro pago” e, daí, acredita que as trabalhadoras sexuais (sempre cisgêneras, pois as trans não são vistas como mulheres) deveriam ser “resgatadas” da prostituição. De algum modo, é possível pensar que nesse debate retira-se qualquer agência das prostitutas, vistas sempre como vítimas da sociedade patriarcal. Nessa perspectiva, não haveria a possibilidade de uma mulher escolher ser trabalhadora sexual. E, também por serem vistas como vítimas, não são aceitas como feministas. Além disso, desumaniza-se as mulheres trans e travestis, ao não reconhecê- las como mulheres
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