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A emergência do Movimento Gordo no Brasil a partir de mulheres gordas
Natalia Fonseca De Abreu Rangel.
XXXI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. Asociación Latinoamericana de Sociología, Montevideo, 2017.
Resumen
Esta pesquisa consiste na análise da emergência do Movimento Gordo no Brasil partindo das noções de representação social de Erving Goffman e do conceito de campos discursivos de ação de Sonia Alvarez para compreender como se organiza o Movimento Gordo a partir de narrativas de lideranças/mulheres influentes deste movimento coletadas por meio de entrevistas qualitativas de profundidade e análise de conteúdo de páginas da internet anti-gordofóbicas gerenciadas por mulheres gordas. O foco delineou-se nas mulheres levando-se em conta a influência do machismo e do patriarcado na construção da representação de ideal de corpo feminino e o surgimento do conceito de gordofobia - que consiste na estigmatização e exclusão das pessoas gordas na sociedade contemporânea – com forte influência dos movimentos feministas. São apresentados aspectos sociais norteadores como: a diferenciação de Plus Size e gorda; a difusão das imagens dos corpos na sociedade contemporânea a partir da revolução tecnológica; as mudanças da alimentação pós-Revolução Verde; as mudanças do trabalho na sociedade neoliberal; a importância da internet para a consolidação do Movimento Gordo e a questão delicada entre saúde e pessoas gordas, refletindo sobre a construção da saúde a partir da biopolítica. Foram levantados dados de cruzamento com outras opressões que podem atenuar a gordofobia como as questões de raça, classe e geração. Para estudar as representações de corpo das mulheres gordas na mídia, analisei o conteúdo do discurso e das imagens produzidos sobre pessoas gordas em 370 matérias no site Ego (http://ego.globo.com/) bem como os comentários dos/das visitantes do site nos anos de 2015 e 2016. Por fim, foram observados os posicionamentos e ações do Movimento Gordo em relação à gordofobia no Brasil. Essa análise auxilia a partir de pesquisa empírica na compreensão do impulsionamento que os movimentos feministas dão a outros movimentos (bem como na propagação das marchas por direitos de minorias), e no entendimento de como os conceitos criados a partir de suas teorias popularizam-se e geram outros significados na sociedade.
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