Brasil e Uruguai: Duas experiências de Modernização e de Habitação de Interesse Social na América Latina no início do século XXI
Tiago Dumont.
XXXI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. Asociación Latinoamericana de Sociología, Montevideo, 2017.
Dirección estable:
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Resumen
Esta trabalho tem por objetivo fazer uma análise comparada da política habitacional surgida no Brasil e Uruguai no contexto geopolítico mundial Pós-Guerra Fria. Tendo como horizonte uma perspectiva sociológica, propomos refletir se as políticas habitacionais adotadas pelo Estado e/ou governo, tanto no Brasil como no Uruguai, apontam alguma solução para os problemas urbanos enfrentados pela população de baixa renda do continente no início do século XXI, assim como, se elas retratam todo um campo debate econômico, político e social de uma época. A análise da política habitacional, no Brasil, voltada para a população de baixa renda depende das diretrizes do governo, que por sua vez, é mantida pelas regras do mercado, ou seja, pela contradição do sistema. Programas como o “Minha casa, Minha vida”, permite compreendermos como tem sido resolvido o acesso à casa própria ou do sonho da casa própria nessa realidade, à medida que, aponta-se para a extensão da segregação e das desigualdades urbanística. Feito isso, falaremos sobre a questão fundiária e como a adoção de uma política habitacional a partir da autogestão e de cooperativas produziu uma idéia de pertencimento, de povo e de nação para aqueles que estiveram à margem desse processo de “modernização” do Uruguai. Por fim, buscaremos destacar como a emergência do Estado democrático de direito e de atores sociais ligados ao campo da esquerda e/ou progressista foram capazes de produzir elementos norteadores para uma “nova” política urbana e habitacional, tanto no Brasil, como no Uruguai. Para isso, realizaremos um estudo comparativo entre as políticas urbanas, mas, sobretudo, das políticas habitacionais criadas e/ou instituídas pelos governos da Frente Amplio (no Uruguai) e pelos governos do Partido dos Trabalhadores (no Brasil). Deste modo, buscaremos destacar os impactos dessas políticas sobre o desenvolvimento dos demais países na América Latina. Uma das nossas hipóteses seria que a implementação do modelo habitacional urbano-industrial e/ou empresarial no Brasil, de um lado, e o modelo de autogestão no Uruguai, por outro, apontam caminhos distintos, que, no devir, construíram contextos semelhantes no que tange a sua modernização e organização, revelando, assim, os limites e os possíveis da política habitacional, para população de baixa renda, na América Latina.
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