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O polo naval de rio grande visto a partir de uma hermenêutica do conflito
pedro marchioro.
XI Jornadas de Sociología. Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2015.
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Resumen
Com a instalação do polo naval na cidade de Rio Grande- RS, uma leva de mão de obra exógena aportou nessa região até então marcada pela estagnação e inércia de sua atividade urbana. A chegada de estrangeiros não tardou a gerar conflitos de ordem cultural, sobretudo no defrontamento das culturas antípodas, a saber, do gaúcho com o nordestino, que aqui passou a ser identificado sob a figura pejorativa do \"baiano\". O designativo “baiano” foi cunhado como uma categoria da qual o habitante local se utiliza para operar a interiorização aquele ao qual o termo se dirige e ainda organizar sua nova realidade social. Baiano, portanto, pouco tem a ver com a identificação do habitante do estado da Bahia. São trabalhadores cariocas, paulistas, pernambucanos, paraibanos, e de outras regiões do Brasil que vieram ocupar os postos de trabalho aberto no polo naval riograndino em função de não se dispor de mão de obra imediata na região. Nossa pesquisa se propõem a investigar os esquemas de percepção de determinados traços identificados pelo nativo e inseridos na categoria “baiano”, que passa a configurar um estigma, ou seja, uma tipificação que ganha sentido e atua na nova configuração da realidade social riograndina.
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