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Que somos: cultura e desenvolvimento no pensamento de Celso Furtado
Fabio Akira Shishito.
XI Jornadas de Sociología. Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2015.
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Resumen
Parece não restar dúvida de que Celso Furtado está entre os principais pensadores da América Latina. Octavio Rodriguez, não obstante, afirma que há algo de distintivo na obra de Furtado se a analisarmos no conjunto do chamado pensamento estruturalista. Trata-se de uma conexão declarada entre cultura e desenvolvimento. Mas, o papel que cumpre a cultura e o que exatamente Furtado tinha em mente quando se referia a esta dimensão da vida social não são elementos sistematizados na obra do autor. O desenvolvimento nunca foi, para Furtado, um problema exclusivamente econômico, aliás, é contra essa visão que ele realizou todo seu empreendimento intelectual. No pano de fundo de sua teoria do (sub)desenvolvimento está um debate de natureza epistemológica acerca dos modos de apreensão do fenômeno econômico. Em “O mito do desenvolvimento econômico” ele assevera que toda escolha no campo da economia é resultada de reflexões com projeções no tempo, isto é, num projeto político. Em recente ensaio publicado postumamente ele perseguiu tal problema se perguntando: “Que somos?”. Objetivando explorar os caminhos analíticos e políticos propostos por Furtado, o problema central deste artigo é o seguinte: Qual o lugar da cultura na noção furtadiana de desenvolvimento?
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