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Theodor W. Adorno e o movimento estudantil dos anos 1960
Bruna Avila da Silva - UFSC.
Alexandre Fernandez Vaz - UFSC.
X Jornadas de Sociología. Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2013.
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Resumen
Uma questão importante do pensamento de Theodor W. Adorno é sua dimensão política, que nos fornece ferramentas conceituais e analíticas fundamentais para a análise do tempo presente. Isso deve ser feito em duplo registro, no da contribuição da letra do texto do autor, mas também no da continuidade de um projeto de crítica ao presente. Só assim é possível manter-se no movimento da crítica imanente e da tradição dialética. Nesse contexto coloca-se a importância da relação entre teoria e prática política ou, em outros termos, a pergunta sobre o lugar da teoria como prática em uma sociedade que encontrou seu destino na administração absoluta, mas não isenta de fissuras, de sua estrutura. A crítica tecida pelo pensador alemão diz respeito ao obscurecimento da teoria na sociedade promovido não só pelo pragmatismo e utilitarismo capitalistas, mas também por certa irreflexão presente no campo da esquerda. No que diz respeito à relação entre teoria e práxis, para Adorno é preciso manter a tensão entre elas, uma contínua descontinuidade, como forma de preservar distinção e oposição, permitindo o movimento dialético entre ambas. O autor critica a práxis alienada, atestando o valor da teoria em um mundo em que a reflexão fora subsumida à ação. Nesse contexto sua análise sobre parte da oposição extraparlamentar dos anos 1960 é bastante cética, ao supor que esse movimento, enaltecido pela prática, fosse capaz de promover realmente a transformação. É o que mostram vários de seus ensaios dos anos 1960, bem como sua relação com o movimento estudantil, tal como foi documentada no conhecido compêndio Frankfurter Schule und Studentenbewegung. Emergem da análise questões importantes que orientam a reflexão contemporânea, e que simultaneamente mostram as tensões da política e da teorização sobre ela, movimento que atinge o exercício de formulação conceitual tanto quanto sua permanência como crítica do presente.
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