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A narrativa jornalística da história no livro 1808 de Laurentino Gomes
Gelbcke Juliana.
XIV Jornadas Interescuelas/Departamentos de Historia. Departamento de Historia de la Facultad de Filosofía y Letras. Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, 2013.
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Resumen
Este artigo é resultado de um trabalho de conclusão de curso que discorre sobre o fenômeno da narrativa jornalística da história, pretendendo entender o que produz o jornalista quando escreve sobre a história. Será que se transforma automaticamente em historiador como num passe de mágica? Ou apenas reduz, simplifica grosseiramente os acontecimentos do passado? O que, afinal de contas, essa narrativa jornalística da história ensina aos sujeitos? Desta forma, em busca de respostas, é proposta uma análise do livro 1808 – como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil do escritor e jornalista Laurentino Gomes que narra o processo de transferência da corte portuguesa ao Brasil no início do século XIX, e que, publicado no ano de 2007, se tornou rapidamente um dos maiores best-sellers nacionais, chegando a permanecer, até março de 2012, durante 196 semanas na lista dos livros mais vendidos da revista Veja – uma das revistas de maior circulação do Brasil. Sendo assim, é também proposta uma análise comparativa da versão original do livro com a versão juvenil ilustrada que foi publicada em 2008 e é uma adaptação linguística da obra em sua versão original, tendo sida editada pela jornalista Denise Ortiz e inteiramente ilustrada em aquarela pela artista plástica Rita Bromberg Bruggere, essa nova versão condensa e reordena as informações para facilitar a compreensão do novo público leitor que deseja atingir, neste caso o público jovem. A principal hipótese deste trabalho é que os jornalistas, sem as mesmas obrigações e preocupações metodológicas que os historiadores, se veem mais livres para escrever sobre o passado, utilizando de outras técnicas que envolvem, por exemplo, a relação com o tempo presente, a capacidade de redação e estilo na escrita e o motivo para publicação, tendo como um dos principais interesses atrair leitores-consumidores. E, ainda que essas estratégias utilizadas para seduzir e reter a atenção do público leitor faça com que os jornalistas, aos olhos dos historiadores, cometam deslizes tais como a redução do campo das hipóteses, produzindo uma narrativa com estilo argumentativo simples, suas reflexões atingem grande circulação e acabam sendo mais bem sucedidas ao corresponderem aos anseios de orientação temporal dos indivíduos.
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