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Conflito político e a afirmação do poder episcopal em Cipriano de Cartago (século III d.C.)
Soares Carolline.
XIV Jornadas Interescuelas/Departamentos de Historia. Departamento de Historia de la Facultad de Filosofía y Letras. Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, 2013.
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Resumen
O nosso objetivo é discutir alguns aspectos referentes à afirmação da autoridade episcopal no período do paleocristianismo, especificamente o século III d.C., centrando nossa análise na atuação do bispo Cipriano de Cartago, como líder que apresenta, na referente época, uma preocupação recorrente com tudo aquilo que, em sua opinião, coloque em risco a integridade da Igreja, não apenas em termos de doutrina, mas também em termos disciplinares, o que o leva a investir em discursos e práticas visando a restabelecer a ordem na congregação. Nosso propósito é lançar alguma luz sobre a atuação dos bispos no cotidiano utilizando como exemplo a conduta de Cipriano, bispo de Cartago entre os anos 249 e 258 d.C. Pretendemos destacar os desafios do cargo episcopal num momento de transição da Igreja, o século III d.C., marcado pelo estranhamento com o poder imperial, ou seja, durante as perseguições dos imperadores Décio e Valeriano. Nos textos dos séculos II e III – dentre eles os de Hipólito de Roma, Tertuliano e Cipriano – encontramos amiúde expressa a convicção de que a autoridade do bispo se estende a todos os domínios da vida eclesial: numa palavra, o bispo é livre para administrar sua congregação como lhe apraz, devendo dar conta dos seus atos somente a Deus, muito embora se reconheça uma competência superior aos bispos reunidos em concílio. As Epístolas e Tratados de Cipriano contêm alusões a diversos problemas, em meio ao processo de consolidação da autoridade episcopal: perseguições, cismas, controvérsias doutrinais, martírios. Cipriano tratou, em diversas oportunidades, da perseguição e de seu impacto sobre o cotidiano da igreja de Cartago, sobretudo no que se refere às discussões em torno da penitência e reconciliação dos apóstatas (lapsi) e à polêmica com Roma sobre a validade do batismo ministrado aos hereges. No entanto, um dos assuntos de maior destaque em sua obra é a defesa intransigente da autoridade episcopal como pedra angular da unidade eclesiástica, o que explica o esforço de Cipriano em reunir os bispos a fim de estabelecer certa coesão entre as igrejas do norte da África e de converter a assembleia conciliar numa instância superior de resolução dos conflitos inerentes às comunidades.
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